Vamos hoje entender de uma maneira simples e clara o que de fato é o TDAH e como ele impacta na vida de diversas mulheres que então descobrem na vida adulta um diagnóstico tardio. O que você não sabe ainda sobre o TDAH Se chama Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, primeiramente saiba que não é brincadeira, não é frescura, tampouco preguiça. É uma condição neurobiológica, ou seja, está relacionado à forma como o cérebro processa informações. Se manifesta de diferentes maneiras conforme a idade. Em Homens e crianças: TDAH frequentemente percebido como hiperatividade e impulsividade (agitação, dificuldade de ficar parado, comportamentos arriscados) Neste artigo trataremos o TDAH em adultos, em especial em mulheres, que em sua grande maioria “maqueiam” os sinais e sintomas por exigências sociais; predominam desatenção, ansiedade, desregulação emocional e autocrítica severa.vamos conversar sobre isso. TDAH em Mulheres o que você precisa saber Temos fatores culturais, sociais e às próprias características do transtorno que corroboram para os sintomas passarem desapercebidos, nas mulheres eles tendem a se manifestar de maneira mais sutil e internalizada, dificultando o diagnóstico. Três subtipos de TDAH Culturalmente ensinadas a mascarar sintomas. Desde cedo muitas meninas aprendem que devem ser “comportadas”, calmas e responsáveis. Isso faz com que elas se esforcem para esconder sinais de distração, impulsividade ou desorganização. Esse comportamento faz parte dos sintomas, é conhecido como “masking” e consiste em ajustar comportamentos para parecerem normais, mesmo enfrentando dificuldades internamente. Predominância: Desatenta Sintomas como distração, esquecimento e dificuldade de organização são mais comuns do que hiperatividade física e são frequentemente interpretados como “preguiça”, “desorganização” ou “falta de comprometimento”, levando a diagnósticos equivocados ou atrasados. Algumas mulheres relatam Esquecimento (tarefas, compromissos), dificuldade de manter foco prolongado, problemas em organizar atividades e gerenciar tempo, perda frequente de objetos importantes e facilidade em se distrair com estímulos externos. Autocrítica e Impacto emocional Muitas mulheres com TDAH desenvolvem outros transtornos, assim como: ansiedade, depressão e uma autocrítica severa devido às dificuldades que enfrentam em atender às expectativas sociais e pessoais. Elas podem se sentir incapazes ou insuficientes, intensificando os sintomas emocionais. Diagnóstico O diagnóstico do TDAH é feito profissionais qualificados, então não é possível fazer testes na internet e ter esse diagnóstico por envolver muitas vertentes para o fechamento de um quadro clínico. Consideramos a história clínica do paciente, testes aplicados validados por evidência cientifica, se necessário é abordado familiares, equipe multidisciplinar. Nenhum diagnóstico é simples de ser feito deste transtorno muito mesmo. Mas afinal quem pode dar o diagnóstico? Psiquiatra, Neurologista, Psicóloga ou Neuropsicóloga, em grande maioria médicas generalistas e pediatras, encaminham para estes profissionais depois de uma desconfiança. DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) foi publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) e é considerado uma das principais referências para a prática clínica e pesquisa em saúde mental. Critérios diagnósticos do DSM: Exigem frequência e intensidade dos sintomas, que devem causar prejuízos significativos em diferentes áreas da vida. Diagnóstico requer avaliação de pelo menos seis critérios de desatenção ou hiperatividade/impulsividade. Sintomas de desatenção Sintomas de hiperatividade e impulsividade Impactos no cotidiano por um diagnóstico tardio O diagnóstico não é um rótulo e sim uma maneira assertiva de conduzir seu dia com estratégias personalizadas, levando a mulher leveza e tranquilidade, mesmo com os desafios diários. O TDAH, quando não diagnosticado ou tratado, causa problemas emocionais, sociais, acadêmicos e profissionais. Lidar com a sensação de fracasso, baixa autoestima, dificuldades em manter relacionamentos e compromissos levam essa mulher à sobrecarga física e emocional. A sensação de fracasso e a baixa autoestima A sensação de fracasso decorre frequentemente de expectativas irreais, autocríticas excessivas ou experiências repetidas de não atingir metas desejadas. Para muitas mulheres, essa sensação torna-se ainda mais intensa devido à pressão social que exige perfeição em diversos papéis — como mães, esposas e profissionais. Esse cenário, por sua vez, reforça a crença de que não são boas o suficiente, corroendo gradualmente a autoestima e minando a confiança em si mesmas. Consequentemente, mulheres com baixa autoestima costumam evitar novos desafios, ao temerem fracassar novamente ou desapontar as pessoas ao seu redor. Como resultado, acabam presas em uma zona de conforto que, na verdade, é tudo menos confortável. Essa zona está marcada por autocrítica constante e um profundo sentimento de insatisfação, dificultando ainda mais a saída desse ciclo desgastante. Dificuldades em manter relacionamentos e compromissos. Manter relacionamentos saudáveis pode ser desafiador quando a autopercepção está comprometida. Mulheres que se sentem fracassadas ou insuficientes podem interpretar ações neutras ou bem-intencionadas de outras pessoas como rejeição ou crítica, o que pode prejudicar a dinâmica de suas conexões. Além disso, a dificuldade em gerenciar compromissos, seja por desorganização ou procrastinação, pode levar a problemas com parceiros, amigos ou no trabalho. Essa falta de equilíbrio intensifica o sentimento de culpa e de não corresponder às expectativas. O impacto físico e emocional Esses fatores combinados resultam em uma sobrecarga que vai além do emocional. A pressão constante e o estresse desencadeiam sintomas físicos como insônia, dores musculares, fadiga crônica e até problemas hormonais. A saúde mental também sofre, aumentando o risco de ansiedade, depressão e outros transtornos. Para romper esse ciclo, exige que passos sejam dados, como, por exemplo: buscar pelo autoconhecimento, estabelecer prioridades, celebrar as pequenas vitórias, construir relacionamentos saudáveis, mas para muitas seja desafiador e longo demais encontrar esse caminho sozinha, por isso a ajuda de um profissional para conduzir sua jornada, será um facilitador para tirar de si dores e desafios profundos. Mesmo que você tenha o diagnóstico com estratégias personalizadas, você tem a possibilidade de ter qualidade de vida. É possível!
No consultório, nas interações com minhas alunas, em mensagens particulares e no dia a dia, tenho observado inúmeras mulheres enfrentando uma sobrecarga de responsabilidades. Com tanta pressão, é comum que a saúde mental acabe sendo deixada em segundo plano. No entanto, quando falamos sobre TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), o autoconhecimento se torna uma ferramenta essencial. Você já se perguntou como essa jornada de autoconhecimento pode transformar sua relação com o TDAH e trazer mais equilíbrio e qualidade para sua vida? O autoconhecimento nada mais é do que compreender a fundo quem você realmente é: seus desejos, suas crenças, seus valores, o que considera aceitável e o que, de forma alguma, é tolerável para você. Encontrar essas respostas na vida adulta pode ser desafiador, pois, ao longo dos anos, você já vivenciou inúmeras situações que moldaram seus comportamentos, muitos dos quais se tornaram quase automáticos e profundos. Essa é uma jornada essencial, mas que exige tempo e paciência. Ao longo deste conteúdo, vou te mostrar a importância do autoconhecimento para mulheres com diagnóstico de TDAH e como ele pode transformar a forma de lidar com a vida. TDAH em Mulheres É importante saber que o TDAH nas mulheres se manifesta de formas diferentes em comparação aos homens. Enquanto o estereótipo mais conhecido envolve a hiperatividade, muitas mulheres experimentam sintomas mais sutis, como a ansiedade constante, a desorganização mental e a autocrítica intensa. Em vez de uma agitação física, a agitação pode estar na mente, com pensamentos em turbilhão e uma sensação de que nunca conseguimos “desacelerar”. O autoconhecimento ajuda na identificação dos sintomas Isso porque o autoconhecimento é basicamente, a capacidade de perceber e compreender os próprios padrões de comportamento e pensamento.Ao desenvolver esse entendimento sobre si mesma, você passa a identificar o que é realmente importante e o que são demandas impostas pelos outros ou pela sociedade.Esse é o ponto de partida para distinguir os sintomas do TDAH e os efeitos da ansiedade. Neste momento se pergunte: “Esses pensamentos vêm de mim ou de expectativas externas?” Aceitação O que mais incentivo nas mulheres é a autocompaixão, isso porque não há nada melhor do que se tratar com amor, carinho e respeito todos os dias, deveria ser comum isso, né? mas mulheres com TDAH lidam com desafios constantes, onde sua maneira de funcionar é especial e esse exercício pode ser desafiador no início da sua jornada. Entender como o TDAH afeta sua vida pode ser libertador, mas também desafiador. Muitas mulheres se cobram em excesso, acreditando que poderiam fazer mais ou melhor. No entanto, incentivo que olhe para você com compreensão, assim acaba por abrir espaço para uma aceitação mais profunda. Troque a critica pela busca, enxergue aspectos do TDAH como características que moldam sua personalidade. Decisão Difícil? Como o Autoconhecimento Pode Facilitar Tudo Mulheres com TDAH muitas vezes sentem dificuldades em tomar decisões. Isso se deve ao excesso de estímulos, o que pode causar paralisia na escolha. Com autoconhecimento, você passa a entender quais são as reais prioridades e como realmente alcançar o bem-estar. Recomendo que liste seus valores pessoais, isso lhe será usado como um guia, ajudando em muito na tomada de decisões. Com uma simples ação, muitas decisões deixam de ser pesadas e ganham um espaço de clareza no dia a dia. Exercícios Práticos para o Autoconhecimento no TDAH Diário de Reflexões:O que seria isso Débora? Simplesmente uma maneira de pausar, refletir sobre seu dia, sobre suas sensações. Pergunte-se: “O que me fez bem hoje? O que me trouxe angústia?” Esse hábito simples pode transformar seu dia e te ajudar a reconhecer seus padrões. Autoavaliação Semanal: Está percebendo que estou te convidando a pausar e identificar você? Pois é, recomendo aqui que você avalie como foi sua semana, o que realizou? o que procrastinou? o que foi um desafio? Com a inserção deste hábito você terá mais clareza do que tem realizado, conquistado, porque muitas vezes os passos são curtos, conquistas pequenas, mas a expectativa é tão elevada que não celebramos as simples e pequenas conquistas. Além de ser formento para deixar a procrastinação no dia a dia. Ei, mulher quero que lembre-se: O autoconhecimento é um processo. Cada passo que você dá é uma oportunidade para aprender e para se tornar mais forte. O TDAH não define quem você é, mas o autoconhecimento ajuda você a lidar com mais confiança. Ao trilhar esse caminho, você não está apenas vivendo com o TDAH, mas sim, vivendo de maneira autêntica e plena.


